‘Acima da média’: Thalles gerou a maior polêmica do gospel em 2015
22/12/2015 - 9h59 em Música

Este ano de 2015 foi um dos anos mais movimentados dessa década, em todos os aspectos. No meio cristão não foi diferente: muitas confusões, escândalos envolvendo líderes religiosos e políticos, e na música gospel o cantor Thalles roubando a cena.

Ele chegou a dizer durante uma apresentação em julho que era melhor que todos os outros cantores do segmento, um profissional “acima da média”, termo inclusive que virou meme posteriormente pelos internautas. Thalles disse que Deus o estava mandando sair do gospel e partir para o alcance da música secular, e a declaração de ser o melhor e mais rico de todos gerou revolta na própria classe evangélica, e muitos artistas gospel usaram a internet para protestar.

Vanilda Bordieri se manifestou escrevendo no Twitter que “uns entram no templo para ver qual é o fim do ímpio, outros saem do templo para ver seu próprio fim”. A cantora fez uma referência aos Salmos 73: 17 que diz “Até que entrei no santuário de Deus; então entendi eu o fim deles”.

Já o grupo Trazendo a Arca resolveu fazer uma brincadeira, postando no Instagram uma foto dos músicos fazendo o símbolo dos 3 – marca registrada de Thalles – com a seguinte legenda: “Só os abaixo da média entendem #30 #60 #90 #AcimaDaMédia”.

Leonardo Gonçalves escreveu um pequeno texto no Facebook “Preciso me lembrar disto: ‘[…] quando somos ofendidos, abençoamos; quando perseguidos, não revidamos; quando caluniados, respondemos fraternalmente […]’ 1 Coríntios 4:12-13. Não importa se a ‘maledicência’ vem de ‘irmãos’ ou de gente que não se considera nosso irmão. Mas quando vem de ‘irmãos’, ‘colegas de ministério’ ou ‘líderes’, é infinitamente mais difícil lembrar disto. Nos ajude, Senhor!”.

Ana Paula Valadão, amiga de Thalles de longa data, preferiu usar um show do Diante do Trono, no mesmo evento usado por Thalles para dar as declarações polêmicas, para dizer: “Thalles, Deus tem ciúmes de você, irmão”.

O desconforto gerado foi sem precedentes. Só se falava em Thalles. A Universal Music, gravadora dele, não se manifestou sobre o ocorrido, e a assessoria de imprensa do cantor tenta, até hoje, amenizar os ânimos dos fãs do cantor no Facebook. Thalles perdeu milhares de seguidores na rede social, e não está mais em evidência como antes, quando ele era o principal nome do segmento, presente em diversos programas da Globo, vendendo milhares de CDs e lotando casas de shows. O sucesso ainda existe, mas bem menor que antes, e o principal motivo foi o fato de que não passou-se um mês de 2015 sem que o cantor se envolvesse em alguma declaração polêmica.

Thalles, no entanto, deixa uma mensagem muito importante para nós: ele externou o que, infelizmente, muitos outros cantores gospel sentem, e trouxe à tona uma discussão sobre o estrelismo dos ministérios e cantores gospel que precisava ser discutido. E, pelo visto, a ideia foi mal vista pelos cristãos, quase como um todo. Nunca se viu tantos pedidos de desculpas, mas um ato de soberba é difícil de ser engolido, entendido, quando se está fazendo tudo “em nome de Deus”.

 

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